Artesanato noutras artes e ofícios

Quando a imaginação é fértil e o engenho não conhece limites, natural é que se idealizem e produzam artefactos desconformes com as limitações impostas pelos materiais tradicionalmente usados ou com as formas e funções comuns. Nos açorianos a habilidade manuel é inata, tal como uma criatividade que sempre os levou a inimagináveis horizontes. Tudo isto transparece do seu mais comum artesanato e, muito especialmente, de um conjunto de produtos que não se confinam às necessidades utilitárias, mas antes, expressam outros tipos de preocupações. Bonecos personificando tempos idos, violas com forma própria, papéis que se transformam em rendas, flores feitas com impensáveis materiais, construções com fósforos, desenhos em cabaças ou presépios são outras tantas formas de libertação e criatividade, Deles transcorre uma febril criatividade, a que aliam paciência, domínio de técnicas diversas e uma apuradíssima e terna sensibilidade.

Viola da Terra

Povo que dança e canta com natural espontaneidade, o açoriano quis adornar estas expressões de sã alegria com sonoridades próprias e únicas.

Para tal, acrescentou aos instrumentos de corda habitualmente tocados a celebrada viola de arame que criou por transformação da viola continental.

Na sua construção empregam-se madeiras diversas – cedro, pau-preto, acácia, e pinho branco ou casquinha – cada uma contribuindo para criar o som próprio deste instrumento. Sobre o tampo, decorado com marfim, osso ou madeiras preciosas, onde se abrem dois corações, escorrem as 15 cordas características desta viola. Evidenciando uma apurada técnica de construção, glorificam o trabalho dos artesãos que as criam.

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