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23º ANGRAJAZZ

A Câmara Municipal de Angra do Heroísmo e a Associação Cultural Angrajazz levam a efeito nos próximos dias 6, 7 e 8 de Outubro o 23.º Festival Internacional de Jazz de Angra do Heroísmo – ANGRAJAZZ 2022 – mantendo os objectivos lançados desde a primeira hora:

Apresentar um Festival de grande qualidade, susceptível de constituir um marco no panorama musical anual dos Açores e da Terceira em particular;
. Fazer com que o mesmo tenha visibilidade para além das fronteiras da Região, e como tal seja inserido no calendário anual dos Festivais de Jazz em Portugal;
. Contribuir para o desenvolvimento do gosto pelo Jazz na Região.

O ANGRAJAZZ já conseguiu atingir em grande parte estes objectivos. De facto, já é relativamente frequente aparecerem referências aos seus concertos nos jornais nacionais de grande projecção, tais como o Público, o Expresso ou o Diário de Notícias ou nos sites Jazz.pt, jazzlogical.net, lookmag.pt ou jazzportugal.ua.pt. Tem tido alguns dos seus concertos considerados como dos melhores do ano em Portugal, e não há dúvida de que muita gente o “tem na sua agenda”.


O 23º ANGRAJAZZ
Na edição deste ano teremos três dias de Festival no Centro Cultural e de Congressos de Angra do Heroísmo, começando no dia 6 de Outubro com a apresentação da ORQUESTRA ANGRAJAZZ. A Orquestra apresentará um reportório dedicado ao Hard Bop. Este subgénero do Jazz é uma evolução do Bebop ou Bop como também era conhecido. Jornalistas e editoras musicais começam a usar o termo Hard Bop para identificar esta nova corrente dentro do Jazz, que incorpora influências do Rhythm n’ Blues, Blues e Gospel, e é caracterizada por ritmos lentos e médios, melodias simples, líricas e memoráveis. O Hard Bop teve o seu apogeu entre meados das décadas de 50 e 60 do século passado, e teve como alguns dos seus mais notáveis nomes os músicos Charles Mingus, Benny Golson, Sonny Rollins e Lee Morgan cujos temas farão parte do reportório da Orquestra Angrajazz.


Seguir-se-á o concerto do quinteto do baterista norte-americano JOE DYSON.

Na vanguarda do Drum Legacy de New Orleans está Joe Dyson. Joe, considerado como um dos melhores bateristas da cena musical actual, pode ser ouvido com Pat Metheny e o Side Eye Trio; com o multi-instrumentista Nicholas Payton; e com o Jazz Master Big Chief da NEA – National Education Association, Donald Harrison. Dyson, como arquiteto do som, concebeu um novo caminho para a música no álbum “Stretch Music” do projecto Christian Scott aTunde Adjuah, criando uma nova abordagem à bateria com o seu “Kit Pan Africano”. Depois de aparecer numa grande série de álbuns, Dyson lança em 2021 o seu álbum de estreia “LOOK WITHIN” entusiasticamente recebido em todo o mundo. Bateristas mais velhos estão a considerá-lo como um dos que passarão o testemunho às gerações vindouras.
Nascido em New Orleans numa família religiosa e musicalmente talentosa, Joe começou a desenvolver o seu talento aos 2 anos de idade. Foi na igreja que experimentou uma aprendizagem intuitiva, através do folclore e da vasta cultura da cidade. Depois do seu talento peculiar ter sido notado, Joe foi encaminhado para o Louis “Satchmo” Armstrong Summer Jazz Camp, aonde foi seguido pelo grande clarinetista Alvin Batiste, e pelo seu líder e mentor de longa data, o saxofonista alto Donald Harrison. Formou-se no New Orleans Center for Creative Arts (NOCCA) e ganhou uma bolsa de estudos para o seu congénere Berklee College of Music.

A mestria de Dyson desenvolve-se na confluência das suas experiências na Igreja, no ensino tradicional e na prática do dia a dia. Foi esta trindade, combinada com sons e experiências vividas em digressões pelo mundo, que culminou num álbum de estreia impressionante, que nos apresentará em Angra.


No dia seguinte, sexta-feira, começaremos com o concerto do fantástico decateto português com oito saxofones, contrabaixo e bateria – o PEDRO MOREIRA SAX ENSEMBLE.
Nascido em Lisboa em 1969, Pedro Moreira começou a estudar saxofone aos 12 anos de idade. Após completar o curso de Formação Musical e Acústica no Conservatório Nacional de Lisboa, frequentou seminários com os saxofonistas Dave Liebman, Paul Jeffrey, Bill Pierce e Bobby Watson. Em 1996 parte para Nova Iorque onde desenvolve atividade de compositor, em paralelo à de saxofonista. Dois anos mais tarde conclui a licenciatura em Jazz e Música Contemporânea na New School University e em 2000 o grau de “Master of Music” em Composição Clássica no Mannes College of Music.

Durante a sua estada na Big Apple colabora com Herbie Hancock (como assistente musical e arranjador no álbum “Gershwin’s World”) e com Wayne Shorter no aclamado “Alegria”. Como assistente do maestro Robert Sadin trabalhou ainda na recriação dos arranjos de Gil Evans para “Porgy and Bess” e “Sketches of Spain”, com os solistas Tom Harrell e Tim Hagans. Nesse período teve oportunidade de tocar também com outras figuras relevantes do jazz como David Liebman, Joe Chambers, Benny Golson e Eddie Henderson, para mencionar apenas algumas.
Entre 1991 e 2009 dirigiu a Big Band do Hot Clube de Portugal, com a qual realizou inúmeros concertos. Em 2003, formou e dirigiu a Big Band Nacional da Juventude, projeto apoiado pelo Ministério da Cultura. No ano seguinte foi o maestro e compositor convidado da European Jazz Youth Orchestra numa digressão pela Europa e pelo Brasil. Dirigiu a Orquestra Metropolitana de Lisboa (em concertos com a Big Band do Hot Clube e Mário Laginha), a Orquestrutópica, a Orquestra do Algarve, e, desde o seu início, a Orquestra Angrajazz (em colaboração com Claus Nymark).
No plano pedagógico, é professor adjunto na Escola Superior de Música de Lisboa desde 2008, tendo sido diretor da instituição entre 2011 e 2015, e coordenador da variante de Jazz entre 2008 e 2011. Foi diretor pedagógico da Escola de Jazz Luiz Villas-Boas, do Hot Clube de Portugal, de 1993 a 1996 e de 2001 a 2008, professor no curso de jazz do Conservatório do Funchal e na licenciatura em música do Instituto Piaget, assim como no Conservatório Nacional. Foi diretor artístico do Festival de Jazz da Alta Estremadura.

Ainda na sexta-feira, 7 de Outubro, teremos, a fechar a noite, o concerto da jovem sensação, a cantora americana SAMARA JOY.
Com uma voz suave como veludo, a estrela de Samara Joy parece brilhar a cada performance. Depois de vencer o Concurso Internacional de Jazz Vocal Sarah Vaughan de 2019, lançou em 2021 o seu disco de estreia.
Esta estrela em ascensão ainda reside no local de seu nascimento, há 21 anos, em Castle Hill no Bronx, Nova York. A música esteve sempre presente na sua infância, devido à inspiração dos seus avós paternos, Elder Goldwire e Ruth McLendon, que lideraram o conhecido grupo gospel da Filadélfia, “The Savettes”.

Embora com apenas 21 anos, Samara já se apresentou em muitos dos grandes palcos de jazz de Nova York, incluindo o Dizzy’s Club Coca Cola, The Blue Note e o Mezzrow, para além de já ter trabalhado com grandes nomes do jazz como Christian McBride, Pasquale Grasso, Jon Faddis, Kirk Lightsey, Cyrus Chestnut e o mestre de jazz da NEA – National Education Association, Dr. Barry Harris.
A sua primeira gravação, “Samara Joy”, publicada em 2021 pela Whirl Recordings, apresenta Samara mostrando o seu talento nos standards do jazz e do Great American Songbook, acompanhada pelo trio do mestre da guitarra Pasquale Grasso. Samara Joy espera compartilhar a sua paixão pelo jazz como força unificadora e como catalisador de mudança nos próximos anos.


A última noite, 8 de Outubro, começa com o premiado grupo francês BELMONDO QUINTET

Reconhecidos pelas suas colaborações com músicos famosos como Milton Nascimento e Yusef Lateef, Lionel e Stéphane Belmondo – os irmãos mais famosos do jazz francês – comemoram o seu reencontro artístico. Liderando um quinteto de estrelas, os irmãos celebram os seus mestres e resumem um quarto de século de aventuras musicais de muitos sucessos e grandes memórias.

O Belmondo Quinteto tem sido um exemplo para várias gerações de músicos franceses. Chegados a Paris vindos da sua região natal, o Var, com a sua franqueza, o seu forte sotaque e a sua entrega tanto no palco como fora dele, os irmãos Belmondo têm sido uma grande influência no jazz francês. Voltando aos princípios básicos e trabalhando apaixonadamente e com um inesgotável dom de comunicar, tanto com os músicos da sua geração como com os das seguintes, reacendem a chama crepitante de uma música que por vezes se desviou do seu objetivo e da sua substância.
Em 2021 o Belmondo Quintet venceu o Prémio LES VICTOIRES DU JAZZ para o Grupo do Ano e o Prémio do Disco Francês (melhor disco gravado por um músico francês) atribuído pela Académie du Jazz de France, para o álbum “Brotherhood” (B-Flat / Pias).


A fechar o Angrajazz 2022 teremos o fantástico grupo de onze famosos músicos – GUILLERMO KLEIN y LOS GUACHOS.

A música de Wayne Shorter foi a ponte dos seus estudos clássicos para o jazz. Sendo um fã da expressão harmónica, Klein foi facilmente atraído pelo trabalho deste mestre compositor que é considerado um dos mais interessantes arquitetos da harmonia no jazz. Klein conseguiu criar uma rede de talentosos colegas e amigos, muitos dos quais vindos da América do Sul para Berklee. Essa rede estabeleceu as bases para a estrutura do que, eventualmente, acabaria por se tornar a principal voz musical de Klein, o grande conjunto Big Van que posteriormente daria origem a Los Guachos. Após a sua formatura na Berklee, Klein, como muitos dos seus colegas, mudou-se para Nova York. Instalou-se em Greenwich Village e rapidamente se associou ao clube de jazz Smalls, com o qual fez um contracto para actuações semanais da sua banda de 17 elementos Big Van, que incorporava músicos que viviam em Nova York, bem como outros que vinham de Boston. O Smalls foi fundamental na promoção de uma comunidade de jovens artistas que acabariam por se tornar das vozes mais influentes do jazz moderno.
Mais tarde Klein reduziu a banda para uma unidade mais dinâmica de 11 músicos que começou a ser conhecida como Los Guachos. A banda foi-se desenvolvendo com a ajuda de residências no Smalls e, posteriormente, no Jazz Standard. Após gravar um álbum que acabou arquivado, Klein conseguiu encontrar um “lar” na Sunnyside Records, onde está desde então. A editora lançou rapidamente dois CDs dos Los Guachos: “Los Guachos II” (1999) e “Los Guachos III” (2002).

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