Algar do Carvão

A grande erupção, conhecida como do Pico Alto, que ocorreu a norte do aparelho vulcânico do Guilherme Moniz, já existente, derramou as suas lavas a grande distância. Mais tarde, uma nova erupção, desta vez basáltica, rasgou o solo e iniciou um processo que levaria à formação de um vulcão estromboliano – o Pico do Carvão. Numa primeira fase, ao forçar e tentar romper o derrame traquítico, já existente e que constituía uma barreira natural de consistência pouco “colaborante”, formou a zona da lagoa e as duas abóbadas sobre a mesma. Posteriormente, numa nova tentativa de evasão, as lavas basálticas romperam mais ao lado a atual chaminé, saindo para o exterior. Na sua fase final, o magma desceu para o interior das condutas mais profundas e da câmara magmática, dando origem essa ausência quase instantânea do magma à formação do Algar propriamente dito. Os derrames de lava muito efusiva produziram rios de lava ácida muito fluidas, que carbonizaram a vegetação existente. A datação de um dos fósseis então formados dá para o Algar do Carvão uma idade de 2148 (+ ou – 115 anos). É possível visitar o Algar do Carvão durante todo o ano, quer na época baixa, com aberturas extraordinárias ou aberturas semanais, quer na época alta, com aberturas diárias.

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