exposição “Within the Breath of Oyá”

Data e local

Este evento decorrerá no(s) dia(s) 30/03/2026 a 31/07/2026, em Instituto Açoriano de Cultura (IAC).

Sinopse

A exposição “Within the Breath of Oyá”, de Paulo Arraiano parte de uma reflexão sobre o Atlântico enquanto espaço histórico, simbólico e cultural, convocando questões sobre exploração, mobilidade, identidade e tecnologia. Inspirado pela figura de Oyá, divindade iorubá associada ao vento, à tempestade e à transformação, o projeto propõe uma leitura contemporânea das dinâmicas que moldaram e continuam a moldar os territórios atlânticos, com particular atenção ao arquipélago dos Açores.

Situados entre continentes e temporalidades, os Açores constituem um ponto de observação privilegiado para pensar as heranças coloniais, as migrações, as diásporas e as transformações provocadas pela globalização tecnológica. Ao longo da história, o mar foi simultaneamente fronteira e via de circulação, memória e ferida — arquivo das rotas comerciais e migratórias, mas também espaço marcado por deslocações forçadas e desigualdades persistentes.

Partindo destas questões, “Within the Breath of Oyá” propõe uma reflexão crítica sobre as chamadas “novas caravelas” do presente, não apenas navios, mas também satélites, cabos submarinos e infraestruturas tecnológicas que estruturam a economia digital contemporânea. O projeto artístico procura assim explorar as relações entre comunidade, natureza, tecnologia e identidade, colocando em diálogo diferentes perspetivas locais, científicas e diaspóricas.

Através desta exposição, Paulo Arraiano convida o público a revisitar o passado atlântico e a imaginar futuros alternativos, onde a arte se afirma como espaço de questionamento, de memória e de criação de novas narrativas sobre o território, o mar e as múltiplas formas de habitar o mundo.

A exposição poderá ser visitada na Galeria do Instituto Açoriano de Cultura até ao dia 31 de julho, durante o horário de funcionamento da galeria: nos dias úteis, das 10h00 às 12h30 e das 13h30 às 18h30.

Paulo Arraiano (Portugal, 1977) estudou no Ar.Co – Centro de Arte e Comunicação Visual e no ISCEM – Instituto Superior de Ciências Empresariais e do Turismo. Desenvolve uma prática artística interdisciplinar que cruza arte contemporânea, tecnologia, natureza e especulação sobre futuros ecológicos e digitais. O seu trabalho tem sido apresentado em diversas exposições individuais e coletivas em Portugal e internacionalmente, destacando-se participações em instituições e espaços como o MAAT – Museu de Arte, Arquitetura e Tecnologia, a La Casa Encendida (Madrid), o Wilhelm Hack Museum (Ludwigshafen), o Centre d’Art Contemporain Passerelle (Brest) e o CAC Málaga. Expôs igualmente em cidades como Lisboa, Madrid, Milão, Londres, Rio de Janeiro, São Paulo, Los Angeles e Bruxelas. Entre as suas exposições individuais recentes destacam-se Amphibian, Dialogue in Fluidity (2026, Pescara), A menos que a água seja mais segura que a terra (2023, Fórum Arte Braga) e Olokun (2021, Lisboa). O artista participou também em feiras e bienais internacionais, incluindo a ARCO Madrid e a The Wrong Digital Art Biennale. A sua obra integra várias coleções públicas e privadas, como a da Fundação Leal Rios, do Centro de Arte Oliva, do Museu de Angra do Heroísmo, do CAC Málaga e da coleção da Luciano Benetton. Para além da prática artística, tem desenvolvido atividade curatorial e pedagógica, tendo sido diretor do curso de Artes Visuais e Digitais da Escola de Arte e Design de Cascais e cofundador de várias plataformas artísticas e editoriais.

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