A Câmara Municipal de Angra do Heroísmo acolheu, no dia 14 de outubro, nos Paços do Concelho, a apresentação do Monte Brasil 2026 – I Festival Internacional de Literatura e História de Angra do Heroísmo, que decorrerá entre 27 de novembro e 6 de dezembro, contando com o Município enquanto principal parceiro.
Promovido pela Associação Cultural Dois Caminhos, o festival reunirá escritores, historiadores, investigadores, artistas e agentes culturais de diferentes geografias, através de uma programação que cruza a literatura, a história, a arte e o conhecimento, valorizando também os autores e criadores locais.
Sob o tema «A Descoberta da Identidade», esta primeira edição assume particular significado num ano em que se assinalam os 50 anos da Autonomia dos Açores e numa altura em que se aproximam as comemorações dos 600 anos da descoberta do arquipélago, constituindo uma oportunidade para refletir sobre a identidade açoriana e atlântica, a sua história e os desafios do futuro.
A programação integra conferências, apresentações de livros, exposições, encontros com autores, iniciativas dirigidas à comunidade escolar e diferentes momentos de expressão artística. Entre as iniciativas previstas, destaca-se ainda a realização de uma Feira do Livro especialmente vocacionada para o público infantojuvenil, que decorrerá numa época em que a cidade estará já envolvida na programação de Natal do Município, proporcionando às crianças, aos jovens e às famílias novas oportunidades de contacto com os livros e de incentivo à leitura.
O projeto apresenta igualmente a ambição de ultrapassar o período de realização do festival, promovendo uma dinâmica cultural com continuidade ao longo do ano, através de encontros, residências e outras iniciativas que contribuam para consolidar Angra do Heroísmo enquanto espaço de criação, reflexão e partilha cultural.
Na apresentação, o Vice-Presidente da Câmara Municipal de Angra do Heroísmo, Guido Teles, destacou a profunda ligação da cidade à literatura e à cultura, recordando que o concelho deu à literatura portuguesa nomes como Álamo Oliveira e Emanuel Félix e marcou profundamente o percurso de Vitorino Nemésio.
«Angra do Heroísmo possui uma herança histórica, cultural e literária que importa preservar, valorizar e projetar para o futuro. A realização deste festival é uma oportunidade para afirmar essa identidade, promover o encontro entre diferentes gerações e geografias e reforçar a projeção da nossa cidade enquanto espaço de cultura, conhecimento e criação», salientou.
O autarca sublinhou ainda o compromisso do Município com a concretização do festival, através da atribuição de apoio financeiro e da disponibilização de meios logísticos e materiais, destacando a importância de envolver os diferentes agentes culturais do concelho.
«Desde o primeiro momento, considerámos fundamental que este fosse um projeto aberto e participado, capaz de envolver os nossos escritores, criadores, livrarias, associações culturais e demais entidades ligadas à literatura e à dinamização cultural. Queremos que este festival seja um verdadeiro projeto coletivo, que valorize os nossos agentes culturais e crie novas oportunidades de colaboração», afirmou Guido Teles, enaltecendo a abertura demonstrada pela organização nesse sentido.






