Miradouros

Farol das Contendas

No Plano Geral de Alumiamento aprovado em 1883, a Ponta de São Jorge é indicada como um local privilegiado para a implantação de um farol. Esta ideia foi também apontada pelo conselheiro Almeida de Ávila, em 1891. Contudo, o parecer da comissão de 1902 entendia que a parte mais frequentada pela navegação, desde o Monte Brasil até à Ponta da Serreta, ficava obscurecida, por isso, julgava mais conveniente a instalação do farol na Ponta das Contendas. Em 1926, foi comprado o terreno para a edificação do farol por 1.500$00. A construção teve início dois anos depois, com a cantaria dos fortes e areias existentes na Baía das Caninas, sendo o material transportado em carros de bois. A obra esteve a cargo do mestre-de-obras António Tomaz, que já tinha dirigido a construção de outros faróis. O farol das Contendas, construído a 54 metros de altitude, foi estabelecido em 1934 e tem 13 metros de altura. Foi equipado com um aparelho lenticular, dióptrico catadióptrico girante de 3.ª ordem, sendo a fonte luminosa a incandescência pelo vapor de petróleo, ficando como reserva um candeeiro de cinco torcidas de nível constante. A rotação da ótica era produzida através da máquina de relojoaria e o alcance luminoso era de 20 milhas. A lanterna tinha uma cúpula de vidro para lhe dar uma conjuntura aeromarítima.  Em 1957, foi construída a casa das máquinas, vindo o farol a ser eletrificado através de grupos eletrogéneos, em 1958. A fonte luminosa passou a ser uma lâmpada de 3.000W, ficando a incandescência a petróleo como reserva. A potência da fonte luminosa foi reduzida com a instalação de uma lâmpada de 1.000W 120V, em 1983. Dois anos depois, foram introduzidos dois setores de luz vermelha para dar resguardo às zonas mais perigosas, incluindo as proximidades dos ilhéus dos Frades. Atualmente, este farol está automatizado com o sistema modelo DF.

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